Galeria da Arquitetura

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5 dicas do mercado de arquitetura para estudantes e recém-formados

Fotos: Acervo Galeria da Arquitetura

Redação Galeria da Arquitetura

Está cursando arquitetura, vai se formar em breve ou já é recém-formado e está com dúvidas sobre o que o mercado de trabalho procura? Consultamos arquitetos de destaque no cenário brasileiro. Eles contaram as qualidades, atitudes e práticas que eles valorizam e procuram nos jovens aspirantes à carreira. Confira!

1 – Faça cursos e se mantenha atualizado

O arquiteto precisa conhecer as leis urbanísticas e normas técnicas e deve compreender o mercado, ou seja, entender um pouco de interiores, paisagismo, e diversas tipologias de projeto (pois cada uma tem suas particularidades). Também é importante conhecer e dominar algumas ferramentas de trabalho. “Ele precisa saber usar REVIT e SKETCHUP, por exemplo, usados no dia a dia dos escritórios”, comenta Grazzieli Gomes Rocha, sócia-diretora do aflalo/gasperini arquitetos. 

Projetos Biblioteca São Paulo {Foto: Daniel Ducci}, St. Nicholas School {Foto: Ana Mello}, FL 4300 {Foto: Ana Mello} e Atrium Offices Jardins {Foto: Ana Mello}, por aflalo/gasperini arquitetos

2 – Busque referências e invista no seu repertório cultural

Procure eventos relacionados à área, frequente exposições de arte e palestras, assista peças de teatro e vá ao cinema. “Ter uma vida cultural intensa e plural é muito produtivo para se tornar um bom profissional”, recomenda Ivo Mareines, titular do escritório Mareines Arquitetura. Grazzieli reforça, ainda, a importância de buscar referências e estudar projetos do Brasil e do exterior. “Além de estar sempre atualizado sobre o que está sendo construído é a partir dessas referências que o arquiteto vai criando seu repertório”, comenta. 

Projetos Residência em Campos do Jordão {Foto: Leonardo Finotti}, Casa Folha {Foto: Leonardo Finotti} e Colégio Mopi {Foto: Leonardo Finotti}, pelos escritórios Mareines Arquitetura e Patalano Arquitetura

3 – Seja curioso e busque evolução constante

Para Fernando Forte, sócio-titular do escritório FGMF Arquitetos, quando o recém-formado é curioso, inquieto e dedicado, essa sede por apreender é contagiante e toca o contratante e os primeiros clientes, abrindo muitas oportunidades. “A curiosidade impulsiona o graduado a estudar o trabalho de colegas, a história da arquitetura e os diversos universos que permeiam nossa profissão como engenharia, interiores, design e afins”. Ana Carolina Moraes, arquiteta do DM/AM Arquitetura, concorda. “Em uma entrevista, a sede de aprender e crescer pode ser um diferencial até maior do que ter um curso ou simplesmente concluir a faculdade”.

Isso porque a evolução constante é necessária e inerente à profissão. “Creio haverem poucas carreiras onde a sensação de realização seja tão presente, e os desafios tão plurais a cada novo projeto. Por isso é fundamental que as pessoas estejam alinhadas e busquem isso”, conclui André Dias Dantas sócio do AUM Arquitetos.

Projetos Loja Feed {Foto: Rafaella Netto}, Edifício Corujas {Foto: Rafaella Netto}, Casa Grelha {Foto: Rafaella Netto} e Casa Botucatu {Foto: Rafaella Netto}, por FGMF Arquitetos

Projetos HBO {Foto: Daniel Ducci}, LinkedIn {Foto: Nelson Kon} e Yahoo {Foto: Daniel Ducci}, por DM/AM Arquitetura

4 – Coloque o conhecimento em prática

Afinal, ter experiência na área durante o curso é ou não essencial?

Para Dantas, o estágio nem sempre é a escolha primordial no caminho traçado durante a faculdade. “Muitas vezes, o estudante imagina que o estágio é fundamental para o ingresso no mercado de trabalho. Sem dúvida ter experiência é importante, mas o que muitos menosprezam é que cada projeto realizado durante a faculdade faz parte da construção de um repertório que diz muito sobre a capacidade profissional do indivíduo”.

Para ele a dedicação e a pesquisa do aluno na disciplina de projeto são o ponto de partida para a construção de um portfólio. “Sempre pedimos que os candidatos a vagas de estágio tragam os projetos da faculdade na entrevista. Se o estudante tiver essa consciência durante a vida acadêmica, o caminho profissional dele se abrirá de outra maneira”.

Grazzieli, por sua vez, recomenda que o estudante estagie pelo menos nos últimos dois anos. “O estágio ajuda a ter um pouco de vivência profissional. E a realidade é bem diferente do meio acadêmico. A experiência profissional serviria como um complemento do conhecimento adquirido na universidade”.

Para Mareines, é importante estagiar na área para que o jovem conheça realidades diferentes. “Essa é uma profissão que exige uma grande identidade. Então é necessário que ele experimente e vivencie ambientes e rotinas diversas até encontrar algo que se identifique”. 

Projetos Alphaville Pelotas {Foto: Marcelo Donadussi} e Dentsu Aegis Network {Foto: Maíra Acayaba} , por AUM Arquitetos

5 – Escolha o caminho que te satisfaz

Teste, mude, vivencie experiências diferentes. E se conheça. “Não existem regras, existem opções de carreira e de vida. Os novos arquitetos podem escolher a segurança de um emprego público, contribuir com um escritório já estabelecido ou querer experimentar a montanha russa de uma carreira solo. A dica é a seguinte: não existe projeto pequeno ou grande, o que existe é boa ou má arquitetura. Por isso, antes de abrir seu próprio escritório vivencie o meio, se conheça e escolha o caminho que te realiza”, finaliza Mareines.

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