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6 dicas para acertar na escolha do terreno

Crédito: goldenjack/shutterstock.com

Redação Galeria da Arquitetura

A escolha do terreno é o primeiro passo para a realização de um bom projeto. Embora pareça simples, essa etapa demanda uma análise criteriosa da documentação, localização e desnível do lote.

Veja a seguir dicas práticas para acertar na escolha, evitando perda de tempo e de dinheiro.  

1 - VERIFIQUE A DOCUMENTAÇÃO

O cliente deve exigir documentações cartorárias que comprovem a regularidade do imóvel e de seu respectivo vendedor. A prefeitura ou o órgão fiscalizador — CREA ou CAU — podem barrar a obra, caso o alvará de construção e anotações de responsabilidade não atendam às normas. Condições de alagamento, vegetação protegida por lei e áreas de preservação, podem ser verificadas junto ao município.

Quais documentos exigir?

• Certidão de propriedade do terreno atualizada (emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis) para saber se a situação está regular

• Certidões de ações dos distribuidores (cartórios) cíveis, de protesto, de execuções fiscais e de ações federais do proprietário e do cônjuge — documentos que indicam se há ações contra o proprietário envolvendo o terreno a ser vendido

• Certidão Negativa de Débitos (CND) do INSS — caso o vendedor seja uma pessoa jurídica

• Certidão Negativa de Débitos Municipais, que mostra se existem dívidas com o município referentes ao terreno

• Carnê do IPTU, no qual constam as metragens do terreno e seu valor venal

2 - ANALISE A LOCALIZAÇÃO

Verificar a facilidade de acesso ao terreno e a infraestrutura de seu entorno – transporte, lazer e outros serviços – também é imprescindível. As informações podem ser conferidas com o próprio corretor do imóvel, e ainda com pesquisas e visitas à região.

3 - ESTUDE A INSOLAÇÃO

Analisar as condições de insolação por meio de softwares ou visitas no local é muito importante. “Com essas informações, o arquiteto analisa se o sol está a favor dos ambientes para que haja ventilação cruzada e a casa esteja sempre fresca”, indica a arquiteta Erika Fukunishi, do escritório EFTM Arquitetura.

4 - CONHEÇA A REGIÃO

Visitar o terreno mais de uma vez em dias, horários e condições diferentes pode ser muito útil para identificar ruídos e outros incômodos.

5 - ANALISE OS DESNÍVEIS

Terrenos com desníveis podem ser um problema para projeção de casas térreas, uma vez que requerem gastos com movimentação de terra para acomodar a obra. No entanto, um terreno em desnível não é impeditivo para a realização do projeto – pelo contrário, o arquiteto pode tirar partido do relevo ao acomodar a edificação no lote.

Em desníveis suaves, por exemplo, o projetista pode criar meio pé-direito e minimizar o número de degraus entre ambientes. “Para evitar grandes movimentações de terra, como corte e aterro, um bom projeto pode aproveitar melhor o traçado natural e otimizar os custos”, explica Thalita Miyawaki, também arquiteta do EFTM Arquitetura.

O desnível também pode ser explorado para criação de ambientes de convivência, piscina e quadras esportivas. Dependendo da altitude, potencializa a vista do terreno.

6 - ESTUDE O SOLO

Apesar de só ser possível conhecer o tipo do solo após a realização de serviços de sondagem, o cliente também pode observar alguns aspectos no terreno que indiquem sua condição. Muitas pedras na superfície, por exemplo, sugerem que o terreno está próximo de rios e córregos — o que provavelmente exigirá fundações profundas e caras. “Uma dica é perguntar aos vizinhos que tipo de fundação adotaram para fins de planejamento de gastos, o que não significa que, após a compra do terreno, o cliente não precise contratar um serviço de sondagem do solo”, comenta Erika.

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