Galeria da Arquitetura

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A geração de ouro da arquitetura chilena

Redação Galeria da Arquitetura

Um país latino em ebulição econômica e sem referenciais arquitetônicos. Esse era o cenário do Chile em meados dos anos 1990, quando um grupo de arquitetos recém-formados na Universidade Católica do Chile ganhou o mercado de trabalho.

As condições financeiras, culturais e, principalmente, geológicas transformaram os jovens nos reconhecidos Smiljan Radic, Teresa Moller, Mathias Klotz, Alejandro Aravena e Cecilia Pulga. Famosa por ser a geração que apresentou a arquitetura chilena para o mundo, suas obras aproveitam-se das condições do país mas, em nenhum momento, são regionais. Ao contrário, nos ensinam sobre a importância do urbanismo, aproveitamento da natureza ao redor, simplicidade e funcionalidade ao pé da letra.

Conheça um pouco da história e do estilo dos arquitetos mais famosos da arquitetura chilena na atualidade!   

Alejandro Aravena

Urbanismo e projetos sociais

Foto: Andrea Avezzù Projeto: Villa Verde, Chile - Foto: Elemental

Alejandro Aravena nasceu na capital chilena em 1967. Formou-se em 1992 pela Universidade Católica do Chile e, desde então, mostra-se um dos profissionais de sua geração mais engajados socialmente.

À frente do escritório Elemental, é conhecido pelos projetos de responsabilidade social que não renderam apenas admiração global, mas também o Pritzker 2016. Entre suas principais obras estão uma série de casas projetadas para pessoas de baixa renda e construídas no México, Chile e Estados Unidos, além dos prédios da Residência da Universidade St. Edward em Austin (EUA) e de Computação da Universidade Católica do Chile.

Em 2016, foi escolhido para ser o curador da Bienal de Veneza, devido à proposta do evento — "Reporting From the Front" —, que une jovialidade à importância de se garantir melhores condições de vida em variados contextos geográficos.

Teresa Moller

Natureza

Foto: Samuel Lahoz Projeto: Casa Cosa, Chile - Foto: Teresa Moller

Em 1990, Teresa Moller fundou o escritório Teresa Moller & Asociados que tem como principal viés o estudo profundo das paisagens chilenas. A unção da arquitetura com a ordem ambiental se deu pelas condições topográficas e climáticas do país. Por isso, o escritório reúne um time de paisagistas, arquitetos, agricultores, engenheiros agrônomos e florestais que se dedicam em projetar e construir em locais de paisagens naturais.

Reconhecida como uma das maiores paisagistas da época, possui obras em diversos países da América Latina. Foi escolhida por Alejandro Aravena como uma das participantes da Bienal de Veneza 2016.

Smiljan Radic

Minimalismo

Foto: architectureau.com Projeto: 14° Serpentine Gallery Pavilion, Londres – Foto: Ron Ellis / Shutterstock.com

Nascido em Santiago, em 1965, Smiljan Radic é formado em Arquitetura pela Universidade Católica do Chile, com extensão no Istituto Architettura di Venezia, na Itália. Em 1995, abriu seu escritório e passou a ser considerado um dos nomes mais relevantes da arquitetura chilena. Smiljan preza pelo minimalismo em suas obras, que caminham na pequena e média escala e frisam a fragilidade do projeto dentro do contexto topográfico.

Em 2001, com menos de 35 anos, foi condecorado como o melhor arquiteto do ano pelo Colégio Chileno de Arquitetod. Em 2014, foi convidado a projetar o 14° Serpentine Gallery Pavilion, além de estar entre os sete arquitetos internacionais selecionados para construir pontos de ônibus na cidade austríaca de Krumbach.

Mathias Klotz

Simplicidade

 


Recentemente, Mathias Klotz afirmou que quanto menos notada, mais bela e funcional a obra é. A declaração está intimamente ligada a seu estilo oriundo do modernismo simples e avesso à arquitetura suntuosa e exagerada de mestres como Oscar Niemeyer, Frank Gehry e Santiago Calatrava. Possui obras construídas em quatro continentes, mas não define esse como um dos critérios para o reconhecimento. 

Formado em 1991 pala Universidade Católica do Chile, Klotz construiu — em paralelo à arquitetura — uma sólida carreira como professor, lecionando em países como Chile, Argentina, México, Espanha, Uruguai, EUA, Itália, Alemanha, Suécia, Venezuela e Equador. Em 2001 ganhou o prêmio internacional Borromini de Arquitetura, para arquitetos com menos de 40 anos. Foi duas vezes finalista do prêmio Mies van der Rohe e da Bienal de Miami.

Cecilia Puga

Restauração

Foto: Alvaro de La Fuente Projeto: San Francisco Lodge, Chile – Foto: Estudio Palma  

A carreira de Cecilia Puga é híbrida. Formada em 1990 no Chile, estudou história e técnicas para restauração de monumentos históricos pela Universita della Sapienza, em Roma. Depois da formação, comandou a Revista CA  órgão oficial da Associação de Arquitetos do Chile —, durante três anos. A partir de 1995 seguiu uma carreira independente na arquitetura enquanto começava a dar aulas e workshops em faculdades.

É vencedora de inúmeros concursos. Entre eles está o terceiro prêmio na competição do Mapocho Centro Cultural em Santiago e o primeiro lugar para a construção da Biblioteca e Centro de Documentação Sérgio Larraín García-Moreno. Todos em parceria com arquitetos como Smiljan Radic, Gonzalo Puga, Ricardo Serpell, Daniel Prieto e Sebastián Alvarez. Recentemente, ganhou uma competição para a recuperação do monumento histórico El Palacio Pereira, no Chile.  

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