Galeria da Arquitetura

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Acervo de Lucio Costa será doado para Casa da Arquitectura

Entre as peças estão também os primeiros esboços do projeto do Plano Piloto (Foto: Erica Catarina Pontes/Shutterstock)

Texto: Vinícius Veloso

25/10/2021 | 16:58 — A família de Lucio Costa decidiu doar para Casa da Arquitectura, em Portugal, o acervo com mais de 11 mil documentos elaborados pelo profissional entre 1910 e 1998. A coleção conta com fotografias, croquis, mapas, desenhos, filmes, plantas e correspondências trocadas com personalidades como Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Entre as peças que serão enviadas para Europa estão, ainda, os primeiros esboços do projeto do Plano Piloto, em Brasília. Todos esses materiais ficaram por duas décadas armazenados no Instituto Tom Jobim, localizado no Rio de Janeiro. Porém, a entidade passou por reestruturação jurídica há dois anos e considera financeiramente inviável a manutenção dos itens, que demandam seguro obrigatório.

De acordo com Julieta Sobral, neta de Lucio Costa, a mudança também ocorrerá por conta da capacidade técnica e da especialização da Casa de Arquitectura. Em entrevista concedida ao portal G1, ela destaca que a instituição conta com espaços que apresentam as condições perfeitas de umidade e temperatura. “Eles têm equipamentos de digitalização extraordinários, além de verba e interesse para promover o pensamento do Lucio. Então, assim, tudo vai ser muito difundido e não vai ficar fora de acesso nenhum dia", destaca. Enquanto esteve no Instituto Tom Jobim, a coleção não podia receber visitas devido às restrições estruturais.

Para Nuno Sampaio, diretor da Casa de Arquitectura, a coleção é importante para a arquitetura, independentemente da região do mundo onde ela estiver. O objetivo da instituição não é apenas guardar as peças, mas sim disponibilizá-las para todos que têm interesse em conhecer a obra do arquiteto. “Quando tu vais a um museu, a obra está no museu. Quando tu vês acervo de arquitetura, vês representações; tudo isso ganha importância quando é ordenado, tratado, inventariado e disponibilizado para que outros consigam estudar os processos”, explicou Sampaio em conversa com a Folha de S. Paulo.

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