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Arquitetura sustentável: 8 critérios para considerar em seu projeto


Crédito: petrmalinak/Shutterstock

Redação Galeria da Arquitetura

Um projeto de arquitetura sustentável geralmente se caracteriza por um conjunto de fatores que agregam desempenho social, econômico e ambiental à edificação. Maximização de espaços abertosaproveitamento de iluminação natural e reúso de materiais, por exemplo, são práticas que ajudam a consolidar o conceito verde do empreendimento.

O método formal adotado na construção para chancelar a característica sustentável dos edifícios é por meio de selos, cujos mais importantes no Brasil são o LEED e o AQUA-HQE. De acordo com esses sistemas de avaliação, confira a seguir oito critérios sustentáveis relevantes para considerar durante a concepção de um projeto.

1. Relação com o entorno

Engloba tudo o que interage com a implantação do edifício, como infraestrutura local, acessos, conectividade urbana etc. Algumas das práticas para pontuar nesse quesito consistem em eliminação de letreiros e agentes poluidores visuais; maximização de espaços abertos, como terraços e grandes praças; remediação de áreas contaminadas; fácil acesso ao transporte público; redução da área de estacionamento; inclusão de bicicletários vestiários, entre outros.

2. Gestão de água

Foca em iniciativas para uso eficiente e racional da água, com foco na redução do consumo. Projetos com sistemas de reaproveitamento de água da chuva; redução da pressão do sistema hidráulico; uso de arejadores nas torneiras e até projeção de estações para tratamento e reúso são fundamentais para uma gestão sustentável da água.

3. Eficiência energética

Baseia-se no sistema de geração de energia do empreendimento e seu devido impacto ambiental. Alternativas locais de geração de energia, como aquecedores solares e painéis fotovoltaicos, agregam maior pontuação para esse critério. Outra solução eficaz consiste em explorar a luz natural, a ventilação cruzada e equipamentos mais eficientes, como elevadores inteligentes, sensores de presença de iluminação, entre outros.


Crédito: Marina Lohrbach/Shutterstock

4. Qualidade interna do ar

Crucial para ambientes onde as pessoas permanecem por longos períodos. Soluções que privilegiem a vista externa, a captação de iluminação natural e o monitoramento da ventilação são ideais para cumprir esse critério. Também é importante que a especificação opte por materiais com baixa emissão de VOCs (compostos orgânicos voláteis). 

5. Conforto acústico

Baseia-se, praticamente, na propriedade de isolamento acústico do projeto, com menores taxas de ruído externo e entre lajes para dentro dos ambientes. É garantido por sistemas de pisos adequados e por fechamentos com materiais mais densos, como concreto, aço e vidro.

6. Canteiro racional

A especificação de materiais e soluções construtivas deve minimizar ou eliminar a geração de resíduos, de poeira, de sujeira, de tráfego e de consumo de recursos e, consequentemente, o impacto ambiental do canteiro de obras. A substituição de métodos construtivos tradicionais por soluções prontas – como trocar fechamentos em bloco por placas de gesso acartonado – é um exemplo. 


Crédito: Roman023/Shutterstock

7. Gestão de resíduos

Consiste na elaboração de um programa logístico para destinação correta dos resíduos e materiais recicláveis, sempre que possível. Gestão para separação e descarte consciente também integra a lista de soluções.

8. Atendimento à legislação

É mandatório que os projetos sigam os regulamentos das diferentes esferas legislativas (municipal, estadual e federal), como códigos de obras e leis de zoneamento, uma vez que as próprias legislações já são formuladas considerando, entre outros critérios, os conceitos sustentáveis. 

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