Galeria da Arquitetura

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Casas do futuro

                                                                                                                          Crédito: shutterstock/Diyana Dimitrova

Redação Galeria da Arquitetura

Ao projetar novas construções os profissionais devem considerar questões voltadas ao meio ambiente, tendo em vista a urgência em preservar a natureza e economizar energia e água. “Essas fontes são fundamentais para a vida e, por isso, as casas deverão ser capazes de gerar, reaproveitar e tratar os recursos naturais”, comentam a arquiteta Consuelo Jorge e o diretor de criação Murilo Nogueira, do escritório Consuelo Jorge Arquitetos.

Eficiência energética e economia de água

Consuelo e Nogueira também explicam que as residências produzirão energia através de placas solares ou aerogeradores (energia eólica), que se conectam à rede elétrica para suprir as necessidades dos moradores e distribuir o restante ao sistema público. Além disso, elas tendem a buscar eficiência hídrica, seja por meio da coleta e reúso da água da chuva ou pela utilização de produtos economizadores, como torneiras com sensores, fechamento automático/temporizado, arejadores e redutores de vazão.

Um exemplo concreto da aplicação desses conceitos é a morada da própria arquiteta Consuelo Jorge, chamada Casa Sustentável em Campo Belo. Concebida por ela e pelo marido, que é engenheiro mecânico, a residência adota um sistema de reutilização de água. A água de chuveiros, lavatórios, máquina de lavar e tanque passa por dois filtros e é conduzida à uma caixa d’água sob um deck, onde é clorada e transportada por meio de uma bomba até uma segunda caixa localizada no telhado. “Assim, depois de desinfetada, a água está novamente pronta para ser reaproveitada nas bacias”, explica Consuelo.

                                                                 Crédito: Luis Gomes – Projeto Casa Sustentável em Campo Belo – Consuelo Jorge Arquitetos

A água da chuva, coletada do telhado, é filtrada, clorada e armazenada para depois ser usada na irrigação automatizada do jardim e nas torneiras externas, enquanto a água ácida e poluída é descartada por meio de uma central computadorizada que controla os reservatórios.

Saiba mais sobre o projeto da Casa Sustentável em Campo Belo

                                                                                                                                                                                            Crédito: Luis Gomes

Controle por automação

Consuelo e Nogueira ressaltam a tendência das casas do futuro em reconhecer seus moradores por meio de sensores, como pulseiras ou chips. “Ao passar pela porta, eles reconhecem e adaptam a luz, o som e até mesmo a temperatura de acordo com os perfis pré-estabelecidos pelos usuários”. Além disso, serão capazes de criar interação entre os ambientes e as pessoas, detectando o humor e os batimentos cardíacos, por exemplo.