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Cidades inteligentes e os desafios do pragmatismo

                                                                                                                             Crédito: ra2studio/shutterstock.com

Redação Galeria da Arquitetura

As chamadas cidades inteligentes, conhecidas também pelo termo estrangeiro Smart Cities, são um conceito de projeto urbano que envolve o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para desenvolvimento de espaços inclusivos e compartilhados. A premissa consiste na conexão constante entre pessoas e serviços.

No início de abril, o Ministério das Cidades anunciou a criação de um grupo de trabalho para consolidar as cidades inteligentes em suas políticas públicas. O órgão admite que há necessidade de preparar as cidades para implantação das redes e conexões, mas pondera, alegando que embora a tecnologia avance rapidamente, os ciclos de planejamento e implementação de intervenções urbanas são longos.

Dessa forma, o Ministério fala em “tropicalizar” o tema à realidade das cidades brasileiras, pois sua implantação exige um “robusto desenho de governança e gestão” que ainda não está devidamente viabilizado no país.

“O que temos debatido é a possibilidade de pensar em soluções inteligentes para as nossas cidades reais, com um olhar dirigido a soluções que nos ajudem a superar gargalos históricos e que contribuam com uma maior racionalidade na gestão e na prestação de serviços urbanos”, ressalta a assessoria de comunicação do Ministério.

O órgão também considera que os exemplos de cidades inteligentes construídas desde o zero geram uma “falsa impressão” de que essa é a única solução para o planejamento urbano, defendendo que o conceito seja adotado como uma abordagem e que não se restrinja às dimensões de TIC.

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