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Como o escritório FGMF começou? Conheça o início dessa história

A relação de amizade iniciada ainda na faculdade se tornou fórmula de sucesso para os três arquitetos (foto: acervo FGMF)

Texto: Pedro Miranda

Era 1996 quando três jovens entraram na FAU/USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). Rodrigo Marcondes Ferraz e Lourenço Gimenes haviam decidido pela profissão desde o ensino médio, enquanto Fernando Forte decidira há pouco pela área, preterindo cinema e odontologia. Eles se tornaram grandes amigos desde o primeiro ano. E sequer imaginavam que isso seria determinante para o futuro de suas carreiras.

Faculdades e estágios

No começo do curso (e da carreira), o trio buscou inspirações nos livros, dentro de uma biblioteca. Era difícil, no entanto, olhar para exemplos estrangeiros numa época em que a Internet ainda estava começando a “engatinhar”. Por isso, como eles mesmos destacam, a biblioteca era virtualmente um local de recreação.

Nomes como Renzo Piano, Paul Rudolph, Tadao Ando, Alvar Aalto, Eduardo Souto de Moura, Eduardo de Almeida, Abrahão Sanovicz, Antonio Carlos Barossi e Paulo Mendes da Rocha, entre tantos outros profissionais, despertavam a curiosidade. E isso moldaria o futuro dos três aspirantes a arquitetos

Lourenço Gimenes foi quem teve um começo de carreira mais distante e agitado. Ainda jovem, mudou-se para Paris e trabalhou em dois escritórios, sendo que um deles era do renomado arquiteto Jean Nouvel. No Brasil, atuou – ainda como estudante – no escritório Índio da Costa A.U.D.T, localizado no Rio de Janeiro, e no BP&S, em Curitiba. Já Rodrigo Marcondes Ferraz deu seus primeiros passos no Zanettini Arquitetura.

No 4° ano de faculdade, mais precisamente no final dos anos 90, começaram a aparecer diversas oportunidades para os arquitetos trabalharem juntos. E foi exatamente isso que definiu o futuro dos três, pois em 1999 nasceu o FGMF – Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz.

FGMF

A ideia do FGMF sempre foi ser um escritório profissional, capaz de fazer projetos de qualquer escala. O primeiro trabalho foi um café dentro de um shopping center. Foi a chance de os arquitetos trabalharem também na obra, o que foi extremamente proveitoso, pois foi um aprendizado prático.

A marca registrada construída nos primeiros anos de vida do escritório foi exatamente não ter uma identidade. Eles atribuem essa arquitetura “sem fórmula ou linguagem definida” à multiplicidade de mentores construída desde o começo da carreira.

Vinte anos depois, o trio conta com uma equipe de arquitetos que contribui para o sucesso do FGMF, que acumula diversos prêmios nacionais e internacionais, além de incontáveis projetos, o que surpreendeu os próprios titulares. Eles acreditam que hoje o escritório é maior do que eles imaginaram no início.

A proporção tomada pelo escritório surpreendeu os próprios sócios (foto: divulgação FGMF) 

Conselho 

Perguntados sobre um possível conselho que dariam aos jovens do FGMF em 1999, Fernando, Lourenço e Rodrigo chegaram a um consenso: “Façam obras logo que começarem o escritório para entenderem como as construções de fato acontecem. É uma segunda faculdade que dá recursos para projetar melhor”, concluem.

Veja projetos do FGMF na Galeria da Arquitetura

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