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Construção civil registrou alta em 2019 após dois anos de queda, aponta IBGE

Crescimento na construção civil

Foram movimentados R$ 288 bilhões em 2019 (Foto: fotoslaz/Shutterstock)

Texto: Vinícius Veloso

21/06/2021 | 17:30 — Após dois anos de retração, o setor da construção civil cresceu 1,5% e movimentou R$ 288 bilhões em 2019. Os números fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) 2019 — divulgada na última quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, R$ 273,8 bilhões foram destinados a serviços e obras de construção e os outros R$ 14,2 bilhões, a incorporações. O estudo também detalha que, desse valor total, R$ 127,3 bilhões foram empregados na construção de edificações, R$ 92,8 bilhões em obras de infraestrutura e R$ 67,9 bilhões em serviços especializados.

A construção de edificações foi o serviço mais realizado pela indústria em 2019, totalizando 44,2% dos trabalhos executados. Na sequência, aparecem as obras de infraestrutura (32,2%) e os serviços especializados (23,6%). A redução no nível de atividade das obras de infraestrutura, que ocupavam a liderança até 2012, pode ser explicada pela queda da participação do setor público (de 41,4% em 2010 para 30,3% em 2019). Além disso, houve o início da modalidade de Parcerias Público-Privadas (PPP) e o fim do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Empregos e remunerações

De acordo com a pesquisa, a quantidade de empregos na construção civil cresceu em 2019 depois de anos de estagnação ou queda. Naquele ano 1,9 milhão de trabalhadores atuaram nos canteiros, o que representa uma alta de 1,7% em relação aos dados de 2018. Além disso, foram pagos R$ 56,8 bilhões em remunerações, salários e retiradas. No entanto, quando os números são comparados com os de 2014, a quantidade de trabalhadores é 34,2% menor e a quantia paga em remunerações, salários e retiradas foi reduzida em 41,6%.

Tipos de obras

Por fim, o estudo destaca que o tipo de obra mais comum no país foram as residenciais, com 25,7% do total. A ampliação do crédito imobiliário e de programas de habitação popular e o crescimento no poder de compra das famílias impulsionaram esse tipo de construção.

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