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Coreia do Sul pretende construir cidade flutuante que receberá até 10 mil moradores

Oceanix Coreia do Sul cidade flutuante

Cada plataforma terá em torno de 20 mil m² (Foto: Divulgação/BIG)

Texto: Vinícius Veloso

13/12/2021 | 17:01 — Projetada em 2019 pelo escritório Bjarke Ingels Group (BIG), a cidade flutuante Oceanix pode começar a sair do papel no ano que vem. Isso porque o governo de Busan, na Coreia do Sul, assinou um acordo com a agência de desenvolvimento urbano da Organização das Nações Unidas (UN-Habitat) permitindo o início da etapa de planejamento do assentamento marítimo. O empreendimento pretende acomodar até 10 mil moradores em plataformas resistentes e interconectadas que se adequam ao nível do mar. A ideia é que seja um projeto-piloto capaz de ser reproduzido em outras regiões costeiras onde existe o risco de elevação do oceano.

As plataformas serão pré-fabricadas e posteriormente rebocadas até a posição final. Cada uma delas terá cinco acres — em torno de 20 mil m² — e capacidade de abrigar 300 pessoas em edificações com até sete pavimentos. Essas bases poderão ser interligadas por meio de ciclovias e passarelas para a criação de comunidades muito maiores. Segundo o escritório BIG, existe a possibilidade de agrupar as vizinhanças no entorno de uma baía central para que sejam formadas vilas com até 1650 moradores. Por fim, as vilas podem se juntar para constituir uma metrópole para 10 mil habitantes que terão à disposição todos os serviços essenciais, como restaurantes e áreas de lazer. A conexão entre os bairros e o continente será realizada por veículos elétricos, além de balsas movidas à energia solar e táxis aquáticos.

A região de Busan foi escolhida para receber o projeto pelo fato de estar bastante vulnerável à elevação do nível do oceano. No ano passado, o Greenpeace alertou que a praia de Haeundae — uma das mais famosas do local — pode desaparecer até o final da década. Além disso, a revista cientifica Sustainability aponta que até 2020 a cidade sofreu mais problemas causados pelas enchentes do que qualquer outra província sul-coreana durante os últimos 10 anos. “Com as complexas mudanças que as cidades costeiras enfrentam, precisamos de uma nova visão onde seja possível que as pessoas, a natureza e a tecnologia coexistam”, diz Park Heong-joon, prefeito de Busan, em comunicado que celebra o acordo.

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