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Escritório BIG divulga projeto da cidade mais sustentável do mundo

Telosa, a cidade mais sustentável do mundo

Telosa foi pensada para ocupar uma área desértica na região oeste dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/BIG)

Texto: Vinícius Veloso

24/09/2021 | 12:45 — Uma cidade sem emissão de carbono, onde apenas veículos elétricos circulam pelas ruas e as moradias são ambientalmente sustentáveis e oferecidas a preços acessíveis para todos os níveis de renda. Essas são algumas promessas de Telosa, projeto idealizado por Marc Lore, ex-CEO do Walmart e fundador da empresa de comércio eletrônico Jet. Para torná-lo realidade, o executivo contatou o escritório Bjarke Ingels Group (BIG), que preparou o Plano Diretor e produziu algumas imagens de como seria o local. Construída a partir do zero em uma área de 60 mil hectares, no deserto da região oeste dos Estados Unidos, a metrópole pretende receber 5 milhões de habitantes e redefinir o padrão mundial para a vida urbana.

A proposta do Plano Diretor traz uma torre central de observação, rodeada por outros prédios residenciais menores. Existem, ainda, empreendimentos culturais, comerciais e de saúde — todos interligados aos sistemas ferroviários e às paisagens exuberantes. Com o meio ambiente como prioridade, o projeto contempla um sistema flexível e expansivo de energia renovável e uma infraestrutura de distribuição de água resistente à seca e com soluções de reutilização.

O planejamento leva em consideração a concepção de uma cidade onde os habitantes se sintam seguros, incluídos e conectados com a natureza, vivendo e trabalhando com conforto. “Temos a chance de experimentar um novo modelo de sociedade, que oferece às pessoas mais qualidade de vida e maiores oportunidades”, afirma Lore, comentando que a ideia de Telosa surgiu em meio às desigualdades sociais e ao uso de fontes energéticas não renováveis.

Um dos principais pilares da cidade seria o conceito de Equidade, sistema econômico em que os cidadãos têm participação nas terras da metrópole, assim, quanto melhor estiver o centro urbano, mais os residentes ganham. “Imagine se todas as terras em Manhattan fossem propriedade de uma doação da comunidade voltada para a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos. Nas estimativas atuais, a doação valeria mais de US$ 1 trilhão e poderia gerar mais de US$ 60 bilhões em renda todos os anos para investimentos na construção do capital físico e humano, ou seja, duas vezes o gasto anual atual”, exemplifica o site do projeto.

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