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Governo do Rio de Janeiro tem interesse na compra do Palácio Capanema

O Palácio Gustavo Capanema já foi a sede dos ministérios da Educação e da Saúde Pública (Foto: Oscar Liberal/Iphan)

Texto: Vinícius Veloso

17/08/2021 | 16:10 — Projeto que reúne trabalhos de nomes como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Le Corbusier, Burle Marx e Cândido Portinari, o Palácio Gustavo Capanema, localizado no centro do Rio de Janeiro, pode ser vendido pelo Governo Federal. Segundo Paulo Guedes, ministro da Economia, a edificação foi incluída em uma lista com outros 2 mil imóveis que estarão em um feirão do poder executivo. Após o anúncio, começam a surgir os primeiros interessados em adquirir o prédio e um deles seria o Governo do Rio de Janeiro, de acordo com informações do jornal O Dia. O assunto foi debatido ontem (16) pelo governador Cláudio Castro e o deputado André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A ideia seria utilizar recursos do Governo do Estado e da Alerj, com divisão de 50% do valor para cada um. O tema deve voltar a ser discutido em reunião nesta quarta-feira (18). Além de Cláudio Castro e André Ceciliano, participarão do encontro o historiador Marcus Monteiro, representante do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB) e membros de alguns movimentos da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Cineastas (Abraci).

Repercussão

A venda do Palácio Gustavo Capanema gerou críticas de diversas entidades. O grupo composto por órgãos como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/Brasil), o Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Rio de Janeiro (IAB-RJ) e a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea) divulgou o manifesto “O MEC não pode ser vendido”. O texto destaca que o empreendimento não pode ser vendido por ser tombado e porque seu valor é incalculável.

Palácio Gustavo Capanema

Com 16 andares, o Palácio Gustavo Capanema é um símbolo do modernismo e foi a sede dos ministérios da Educação e da Saúde Pública quando o Rio de Janeiro era a capital do Brasil. Construído entre 1937 e 1943, o edifício inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas foi tombado em 1948 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com jardins assinados por Burle Marx, o prédio teve sua estrutura projetada pelo engenheiro Emílio Baungart. Já o projeto arquitetônico foi elaborado por Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira. Para revestimento das empenas, foi usado o gnaisse (pedra de galho) — sugestão de Le Corbusier, que atuou como consultor do projeto. A edificação tem, ainda, fachada revestida por azulejos de Cândido Portinari e esculturas de Bruno Giorgio, Vera Janacopulus e Celso Antônio.

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