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Lina Bo Bardi é premiada com o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza

O MASP, em São Paulo, é um dos projetos que leva a assinatura de Lina Bo Bardi (Foto: Rosangela Perry /Shutterstock)

Texto: Vinícius Veloso

09/03/2021 | 17:30 — A organização da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura de La Biennale di Venezia anunciou nesta segunda-feira (8) que Lina Bo Bardi receberá o Leão de Ouro. A premiação póstuma será um reconhecimento pela trajetória e conjunto da obra da arquiteta ítalo-brasileira. A homenagem foi proposta pelo arquiteto libanês Hashim Sarkis, curador do evento e professor da Escola de Arquitetura e Planejamento do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). De acordo com o docente, Lina é quem melhor representa o tema da Bienal deste ano: “Como viveremos juntos? / How will we live together?”.

“Se há uma arquiteta que melhor encarna o tema da Bienal de Arquitetura 2021 é Lina Bo Bardi. Sua carreira como designer, editora, curadora e ativista nos lembra o papel do arquiteto como construtor de visões coletivas. Ela também exemplifica a perseverança da arquiteta em tempos difíceis, sejam guerras, conflitos políticos ou imigração, e sua capacidade de permanecer criativa, generosa e otimista o tempo todo”, destaca Sarkis.

O Leão de Ouro será entregue no próximo mês de maio, durante a cerimônia de abertura do evento. Na solenidade, estarão presentes Giuseppe D’Anna, presidente do Conselho de Administração do Instituto Bardi, e Sol Camacho, diretora Cultural da instituição. Também estão previstas celebrações no Brasil, programadas para começarem em julho e seguindo os protocolos das autoridades sanitárias.

“Este é um momento muito importante, pois celebramos os 70 anos da Casa de Vidro, primeiro projeto construído por Lina, onde hoje funciona o Instituto. Estamos planejando uma exposição coletiva sobre arquitetura no jardim da Casa de Vidro, seguindo a temática da Biennale, assim como o lançamento de um novo website que tornará o acervo do casal Bardi mais acessível ao mundo”, antecipa Camacho.

Trajetória

Lina formou-se na Universidade de Roma, em 1939. Membro do Partido Comunista Italiano, foi onde conheceu Pietro Maria Bardi, crítico e historiador de arte. Juntos se mudaram para o Brasil e a arquiteta passou a experimentar novas influências que, posteriormente, foram incorporadas ao seu trabalho. Entre seus projetos de maior expressão está o Museu de Arte de São Paulo (MASP), além do Sesc Pompéia e da Casa de Vidro — ambos na capital paulista.

Ela será a primeira mulher brasileira, e a primeira no mundo com obra construída, a conquistar o Leão de Ouro. Anteriormente, outros dois brasileiros já haviam sido homenageados pelo prêmio: Oscar Niemeyer, em 1996, e Paulo Mendes da Rocha, em 2016.

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