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Periferia de Curitiba ganha iluminação pública proveniente de energia renovável

O projeto contou com a colaboração da cooperativa local, a Ambiens Sociedade Cooperativa (Foto: Maicon William/Reprodução)

Texto: Naíza Ximenes

25/04/2022 | 17:01 — A cidade de Curitiba (PR) acaba de inaugurar a primeira instalação de iluminação pública a partir de energia de fontes renováveis, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A iniciativa se deu em parceria com a Action Fund Brazil — uma entidade gerida pelo Google para fomentar iniciativas de planejamento climático no país —, que fundou o Projeto SOLAR. 

A proposta foi colocada em prática na Vila 29 de Março — um dos locais mais vulneráveis da cidade. O projeto contou com a colaboração da cooperativa local, a Ambiens Sociedade Cooperativa, que se responsabilizou pelo desenvolvimento das obras. Além dele, a proposta de sustentabilidade contemplou mais uma região no país, em Porto Alegre (RS).

A inauguração dos postes de luz é fruto de um trabalho de um ano e três meses: nesse período, foram instaurados 19 painéis (sendo 17 fotovoltaicos e dois térmicos), com capacidade de geração de 1.570 quilowatts-hora ao ano. 

A novidade possibilitou não só a iluminação de 35 postes públicos em toda a 29 de Março, como o aquecimento do chuveiro na sede comunitária da vila. Os moradores, ao detalharem o desenvolvimento que acompanhou a iniciativa, ressaltaram duas mudanças principais além do aquecimento dos chuveiros: a possibilidade de andar em segurança à noite, com a iluminação das ruas, e a estabilidade nos computadores da sede comunitária, utilizados por adultos e crianças.

A vida útil dos aparelhos, segundo o Projeto SOLAR — Sustentabilidade para Todos, é de cinco anos. O sistema independe da Copel, a Companhia Paranaense de Energia, já que consiste em energia solar off-grid: um método caracterizado pelo “autossustento”, pois não é conectado à energia elétrica, e que armazena a energia solar excedente em baterias — que possibilitam a utilização posterior dessa potência. 

A coordenadora do projeto, Adriane Ferreira, conta que, se houver a instalação de uma unidade consumidora da rede elétrica, futuramente será possível aumentar a duração dos aparelhos para 25 anos. “Além da maior durabilidade, será possível jogar o excedente da produção de energia solar para a rede elétrica formal”, ela explica.

Ferreira também afirmou que a proposta pode ser desenvolvida em qualquer contexto da cidade. Quando questionada sobre os motivos para ter o CIC como ponto de partida, ela contou que os primeiros afetados pelos desastres naturais — como chuvas fortes e alagamentos — são, justamente, os moradores de vilas com características de vulnerabilidade social. “O Projeto Solar tem o objetivo de mitigar esses problemas primeiro aqui”, conclui.

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