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Prefeitura do Rio de Janeiro cria bosque que homenageia as vítimas da Covid-19

Bosque da Memória, no Rio de Janeiro

O local recebeu mais de 180 mudas de espécies variadas (Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio de Janeiro)

Texto: Vinícius Veloso

24/11/2021 | 13:57 — Um terreno de 2,7 hectares localizado no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, foi transformado no Bosque da Memória. A área verde, protegida por decreto publicado no Diário Oficial na última segunda-feira (22), presta homenagem às vítimas da Covid-19. A ideia surgiu a partir de uma sugestão da Organização das Nações Unidas (ONU), que incentivou que os centros urbanos plantassem árvores para prestar tributos àqueles que faleceram durante a pandemia. Em junho deste ano, algumas pessoas que perderam amigos ou familiares começaram a adotar essa prática no local, que recebeu mais de 180 mudas de espécies variadas. Agora, o poder publico oficializou a criação do bosque por meio do decreto.

As árvores são identificadas com os nomes das vítimas e cada família teve a oportunidade de escolher o tipo de muda, atividade realizada em conjunto com a administração municipal que indicou as espécies nativas que se adequam ao bioma local. O bosque, que se conecta com o parque municipal Chico Mendes, é o maior corredor de vegetação de restinga da capital fluminense e a sua gestão ficará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente. “Hoje é um dia muito importante e solene, com a formalização de um espaço que é uma luta antiga dos moradores do Recreio dos Bandeirantes”, disse Eduardo Cavaliere, secretário de Meio Ambiente, durante o anúncio da criação do Bosque da Memória, no último domingo (21).

Na solenidade, que aconteceu na própria área verde, alguns familiares e amigos das vítimas da Covid-19 preparam uma série de atividades especiais. Foram aulas de yoga, alongamento e origami, além de números musicais. Entre os visitantes, estava Maria Nice Pinheiro, que levou a família para um piquenique ao lado da muda de ipê amarelo com o nome do engenheiro Justino Borges Pinheiro, seu marido que faleceu no começo da pandemia. “Aqui me sinto cuidando dele, é a homenagem que não pudemos prestar, a despedida que não tivemos porque não houve velório. Ele saiu andando para o hospital e eu nunca mais o vi. Quando me lembro dele, são apenas coisas boas. Esse é o legado que ele me deixou”, recorda.

O projeto do Bosque da Memória foi apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), alinhado às ações da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas.

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