Galeria da Arquitetura

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Transformados pelo uso

Redação Galeria da Arquitetura

Será que a Lina Bo Bardi projetou o vão do MASP pensando que ele seria palco de tantas manifestações? E quem poderia imaginar que uma travessa de paralelepípedos na Vila Madalena se transformaria em uma vitrine de grafites como o descolado Beco do Batman?

Na lista a seguir, confira três projetos arquitetônicos e espaços paulistas que foram transformados pelo uso da população. 

Vão do Masp

Crédito: Shutterstock

Projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e idealizado pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, o vão do MASP possui mais de 70 metros e suspende o museu a 8 metros de altura. A ideia inicial de Lina, era que o panorama do local permitisse uma vista privilegiada ao Vale do Anhangabaú. Mas isso não aconteceu de forma efetiva devido à urbanização acelerada da cidade. A vegetação também era um ponto que deveria ser explorado de maneira mais abrangente, já que o espaço seria uma extensão do parque Trianon (em frente).

Atualmente o local recebe uma feira de antiguidades todos os domingos e é palco de manifestações culturais, como cinemas, shows, exposições etc.

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Minhocão

Crédito: Shuttestock

O Elevado Costa e Silva talvez seja o exemplo mais efetivo que temos de modificação do projeto nascente graças à intervenção social. Controverso desde sua criação, foi responsável pela desvalorização de imóveis ao redor e a degradação de via de pedestres que fica sob a estrutura. Em 1976 os moradores de prédios que beiram o elevado e ativistas sociais conseguiram, após inúmeras reclamações, que a via fosse fechada das 00h às 05h. Já em 1989, a Prefeitura estendeu esse período para as 21h30 e, aos domingos, durante o dia todo.

Desde então a luta para que o Minhocão deixe permanentemente de receber carros é constante. Na Câmera Municipal tramitam dois projetos: da demolição do viaduto ou de sua transformação em um parque. Por ora, durante o período em que não comporta carros, o elevado recebe pedestres, ciclistas e artistas.

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Beco do Batman

Crédito: Shutterstock

Era só uma travessa de paralelepípedos que ligava as ruas Gonçalo Afonso e Medeiros no boêmio bairro da Vila Madalena. Na década de 80, alguém grafitou um super-herói da DC Comics na entrada da viela e deu início a uma das maiores galerias de arte a céu aberto de São Paulo. O Beco do Batman ganhou o status de um dos lugares mais disputados para grafites e transformou-se em ponto turístico da capital. É cenário para diversos ensaios fotográficos, shows de artistas independentes e ponto de encontro dos amantes da arte urbana.

Comentários (1) -

  • Hugo Soregaroli

    04/03/2016 11:53:35 | Reply

    Cheguei ao Brasil,  Sao Paulo em 1972, morei ate o 1976, a cidade inmensa , movimentada oferecía boas oportunidades de trabalho, depois creceu mas ainda y melhoro e todo, tenho boas lembrança da minha passagen e dos lugares da Av. Paulista e seu maravilhoso museu, e do minhocao, que pasou a ser um paseio para os vecinhos para caminhadas e esportes.Só isto. OBRIGADO CIDADE DE SAO PAULO. Hugo Soregaroli

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