Escritório desenvolve sistema modular sustentável de arquitetura flutuante

O projeto, chamado de “Land on Water”, é do escritório Danish Maritime Architecture Studio MAST
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Escritório desenvolve sistema modular sustentável de arquitetura flutuante

A ideia surgiu como uma solução aos problemas causados pela elevação do nível do mar na região, que aumentam o risco de inundações urbanas (Foto: KVANT-1/Reprodução)

Texto: Naíza Ximenes

31/10/2022 | 17:03 — O escritório de arquitetura dinamarquês Danish Maritime Architecture Studio MAST, em parceria com Hubert Rhomberg & venture studio FRAGILE, projetou, recentemente, o “Land on Water” (em português, Terra na Água). 

Como o próprio nome já diz, a inovação consiste em um sistema que oferece uma solução adaptável para construir quase tudo na água: casas flutuantes, acampamentos, até mesmo pequenos parques e centros comunitários.

A ideia surgiu como uma solução aos problemas causados pela elevação do nível do mar na região, que aumentam o risco de inundações urbanas — uma espécie de adaptação às intempéries. A iniciativa tem um caráter, sobretudo, sustentável, proporcionando alternativas aplicáveis de transporte, construção e emprego de materiais que não agridem o meio ambiente. 

Para isso, a equipe montou fundações flutuantes e planas, que podem ser estruturadas em diferentes configurações. O sistema se inspira na construção de gabiões — uma tecnologia que utiliza gaiolas de malha cheias de entulho para criar fundações ou paredes de baixo custo.

Assim, as gaiolas de embalagem plana, feitas de plástico reforçado e reciclado, são preenchidas com materiais de flutuação reciclados e de origem local, que podem suportar o peso da estrutura no topo. A estratégia proporciona adaptação ao material flutuante, que também pode ser ajustado, a qualquer momento, ao peso do edifício que abriga.

Há, ainda, a preocupação com a vida embaixo d’água. Para não prejudicar o ecossistema, os arquitetos apostaram em critérios que não prejudiquem o habitat de peixes, crustáceos, moluscos e algas marinhas, evitando, inclusive, o uso de materiais tóxicos — como as tintas anti-incrustantes, frequentemente utilizadas para tratar fundações de aço e concreto.

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