Orla marítima de Gênova ganha projeto de regeneração urbana

O Waterfront di Levante é fruto da parceria entre o senador e arquiteto Renzo Piano e os escritórios RPBW e OBR
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A proposta de regeneração tem o intuito de proporcionar novas funções urbanas e portuárias à região (Foto: RPBW/Reprodução)

Texto: Naíza Ximenes

07/11/2022 | 17:00 — Com o intuito de transformar o fundo de um porto em uma fachada urbana para o mar, o Waterfront di Levante está cotado para se tornar um novo marco na orla de Gênova, na Itália. Projetado pelos escritórios RPBW e OBR, a iniciativa foi colocada em prática pelo senador e arquiteto Renzo Piano

A proposta de regeneração tem o intuito de proporcionar novas funções urbanas e portuárias à região. Com amenidades tanto na esfera pública quanto privada, a área (que hoje é subutilizada) ganhará novo Parque Urbano, uma nova doca, residências, escritórios, alojamentos estudantis, instalações comerciais, apart-hotéis e um novo pavilhão esportivo.

Com as iniciativas, o governo poderá não só controlar a relação entre a área aberta e a área construída, bem como aprimorar a conexão entre a cidade e o mar. Dessa forma, o projeto deixa de ser apenas uma revitalização e passa a caracterizar-se como um novo distrito urbano. 

O foco, segundo os arquitetos, é oferecer funções, permeabilização e socialização. O Parque Urbano — que representa a área total disponibilizada para as reformas, faz a ligação entre a cidade e o porto e representa o ponto de chegada a partir das avenidas principais — possui 16 mil metros quadrados, é repleto de generosas vistas para o mar e foi dividido em cinco lotes. 

No Lote 1, o pavilhão esportivo, agora inutilizável, será restaurado para receber esportes e eventos, shows e concertos. 

O Lote 2 está planejado para acomodar o alojamento estudantil e o hotel residencial. O edifício linear com orientação leste-oeste está limitado a uma altura não superior a 23 metros acima do nível do mar, em um esforço para preservar a transparência visual do Parque Urbano. Seguindo o mesmo propósito, os edifícios também devem ser de caráter transparente e os térreos mantidos abertos, fixados a uma altura de 5,50 metros. Por fim, também foi estabelecido que as janelas devem ser recuadas, para criar o efeito visual de “suspensão”, enfatizando a leveza dos volumes.

O Lote 3 foi reservado para residências e áreas comuns, dividido em dois edifícios paralelos com orientação norte-sul e um pátio aberto entre eles. Assim como no lote 2, a altura é limitada a 26 metros acima do nível do mar.

O Lote 4 compreende um edifício terciário, enquanto o Lote 5 acomoda o Boulevard arborizado, situado a mais de 5,50 metros acima do nível do mar. As docas, que são parcialmente descobertas e parcialmente cobertas, são elevadas a 1,20 metro acima do nível do mar, para garantir uma passagem generosa para pedestres. Elas podem acolher funções ou usos públicos, tais como associações, estabelecimentos comerciais, restaurantes ou serviços comuns.

Ao longo de todo o Parque Urbano, o Passeio Marítimo prolonga os percursos ciclo-pedestres e recupera o potencial pedonal da orla marítima.

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