Arranha-céu projetado por 3XN ganha o Prêmio Internacional High-Rise 2022/23

Esta é a décima edição da premiação, que homenageia os arranha-céus mais inovadores do mundo
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O júri avaliador afirmou que a Quay Quarter se destaca entre os arranha-céus por ter implementado soluções inovadoras em um momento de crescentes desafios ecológicos (Foto: 3XN/Divulgação)

Texto: Naíza Ximenes

22/11/2022 | 17:16 — A Quay Quarter Tower, arranha-céu projetado pelo escritório de arquitetura dinamarquês 3XN, venceu o International High-Rise Award 2022/2023 (IHA), que homenageia os arranha-céus mais inovadores do mundo. A torre, de cunho comercial, fica em Sydney, na Austrália, e possui 206 metros de altura. 

Ao justificar a escolha do empreendimento para o prêmio, o júri avaliador afirmou que a Quay Quarter se destaca entre os mais de mil arranha-céus concluídos nos últimos dois anos (e inscritos na competição) por ter implementado soluções inovadoras em um momento de crescentes desafios ecológicos, integrando a estrutura de arranha-céus existente da década de 1970 no novo edifício. De todos os projetos inscritos, 34 foram selecionados, de 13 países diferentes. 

 

(Foto: 3XN/Divulgação)

Os arquitetos Kim Herforth Nielsen (fundador e diretor de criação do 3XN) e Fred Holt (sócio e diretor do 3XN) receberão o prêmio na cerimônia da 10ª edição do IHA em Paulskirche, Frankfurt.

A torre australiana teve sua obra concluída em abril de 2022, e representa uma reconstrução da identidade do distrito comercial central de Sydney, a baía atrás da famosa ópera. Antes, o local era ocupado por uma torre comercial clássica, da década de 1970, que não atendia mais aos requisitos atuais. Em vez de demolir o edifício, os arquitetos optaram por integrar grandes partes da estrutura de suporte existente em uma nova e mais alta torre.

Assim, dois terços das vigas, pilares, lajes e quase todo o núcleo foram mantidos, fazendo com que fossem economizadas cerca de 12 mil toneladas de dióxido de carbono em comparação com a demolição completa – o equivalente a 8.800 voos entre Copenhague e Sydney.

(Foto: 3XN/Divulgação)

Os módulos em balanço na fachada, que envolvem as cinco seções da torre, reduzem a luz solar que entra no Quay Quarter Tower em até 30%. A proposta eliminou a necessidade de persianas internas, garantindo vistas incomparáveis do porto. Além disso, a adição de novos andares e a expansão dos andares existentes adicionaram 45 mil metros quadrados de área útil, tornando o uso do local muito mais eficiente.

O júri internacional, que tinha Sven Thorissen (diretor e arquiteto da MVRDV), Melkan Gürsel e Bart Lootsma, entre outros especialistas, concentrou-se em como uma arquitetura de arranha-céus poderia se responsabilizar pelo meio ambiente e pelas gerações futuras. É por isso que a sustentabilidade recebeu a mais alta prioridade de avaliação, seguida de outros fatores, como estética extraordinária, design pioneiro, tecnologia inovadora e eficiência econômica. Da lista, o júri anunciou os 5 finalistas, incluindo a Vancouver House do BIG – Bjarke Ingels Group; TrIIIple Towers na Áustria de Henke Schreieck Architekten; Torre The Bryant nos EUA de David Chipperfield Architects; Singapore State Courts da Serie Architects + Multiply Architects; e o vencedor, Quay Quarter Tower do 3XN.

 

(Foto: 3XN/Divulgação)

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