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Equipe do arquiteto Rodrigo Quintella Messina vence concurso do Museu Marítimo do Brasil

Museu Marítimo do Brasil

A proposta vencedora procurou retomar a proximidade com a água (Foto: Divulgação/IAB/RJ)

Texto: Vinícius Veloso

10/08/2021 | 17:30 — Autora da proposta batizada de “Convocar o comum das águas”, a equipe coordenada pelo arquiteto Rodrigo Quintella Messina venceu o concurso de projeto de arquitetura para o Museu Marítimo do Brasil. O trabalho destacou-se entre os 110 estudos preliminares entregues e foi eleito o melhor do certame organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento do Rio de Janeiro (IAB/RJ), Marinha do Brasil e Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro (DCAMN). No total, participaram 191 times representantes de 17 estados diferentes — recorde histórico entre as chamadas públicas já realizadas pelo IAB/RJ.

De acordo com Messina, a ideia central do projeto foi retomar a proximidade com a água e o que ela pode representar como espaço comum entre as diferenças. “A água é inconstante, varia todos os dias, aproxima e afasta as pessoas, os continentes, os animais. Queremos reivindicar essa relação. Tiramos partido do imaginário portuário: os visitantes terão que atravessar a água para entrar no Museu Marítimo do Brasil, como quem entra em uma embarcação para encontrar diferentes culturas”, explicou o arquiteto de São Paulo.

A proposta vencedora tem composição formal simples e, simultaneamente, potente. Ao longo de todo o píer, o espaço que abrigará as exposições e os acervos é horizontal, permitindo a vista para a baía. Já na parte que fica sobre a terra, o edifício de acesso e atividades educativas respeita as proporções e características dos empreendimentos já existentes no seu entorno.

Nas palavras do arquiteto Luiz Fernando Janot, coordenador do certame, a proposta vencedora não apresenta somente uma solução construtiva estrutural simples e, ao mesmo tempo, magnífica, mas também beneficia os ambientes encaixados dentro do volume que irá ocupar quase todo o espaço do píer. “Outro ponto notável do trabalho é o destaque dado ao píer histórico, com os seus arcos de pedra que se sobressaem com clareza, valorizando-o e apresentando-o aos visitantes como parte da nossa cultura”, complementa Janot.

Premiação

A equipe vencedora será premiada com R$ 50 mil, valor do adiantamento de parte dos honorários profissionais. Já os segundo e terceiro colocados (times comandados pelos arquitetos Nonato Veloso e Álvaro Puntoni, respectivamente) receberão R$ 30 mil e R$ 20 mil. Além disso, os jurados fizeram menções honrosas aos trabalhos elaborados pelos grupos liderados pelos arquitetos Elisa Martins, Vasco de Mello e Nayara de Matos Benicio.

Museu Marítimo do Brasil

O projeto será construído no Espaço Cultural da Marinha, localizado na região central do Rio de Janeiro, que recentemente foi revitalizada. Também integrará um complexo cultural ao lado de outros equipamentos, como o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu Histórico Nacional, a Casa França-Brasil, o Museu do Amanhã e o Centro Cultural do Banco do Brasil.

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