Famosa instalação Rotterdam Rooftop Walk é aberta ao público, na Holanda

A passarela aérea de 30 metros de altura foi projetada por Rotterdam Rooftop Days e MVRDV, com o intuito de proporcionar aos visitantes uma nova perspectiva da cidade de Roterdã
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O ambiente ficará aberto de 26 de maio a 24 de junho, das 10h às 20h (Foto: MVRDV/Divulgação)

Texto: Naíza Ximenes

08/06/2022 | 15:32 — A Rotterdam Rooftop Walk, uma passarela aérea de 30 metros de altura localizada na Holanda, foi aberta ao público. Projetada por Rotterdam Rooftop Days, em parceria com a MVRDV, a instalação proporciona aos visitantes uma nova perspectiva da cidade.

A instalação, entretanto, não é uma simples demonstração artística. Ela tem um propósito: demonstrar como as coberturas podem criar uma camada adicional de infraestrutura pública em cidades densas, onde o espaço público é escasso.

O ambiente ficará aberto de 26 de maio a 24 de junho, das 10h às 20h. O projeto vem sendo colocado em prática desde o final de 2021, quando o MVRDV apresentou a ideia aos idealizadores. A intervenção temporária começa na rua comercial Koopgoot, onde é possível visualizar uma série de terraços — ambientes repletos de ONGs, empresas privadas, iniciativas de ecologização e geração de energia — e termina no complexo de lojas De Bijenkorf, onde os visitantes acessam as escadas de volta ao nível do solo. 

A “segunda camada”, para os autores da iniciativa, tem benefícios que incluem a habitação, a biodiversidade e a saúde dos próprios habitantes. Além desses, para eles, os programas em terraços ainda podem solucionar adversidades sociais e ambientais, a exemplo das mudanças climáticas, da crise habitacional e da transição para energia renovável — e tudo considerando que a cidade de Roterdã ainda possui 18,5 quilômetros quadrados sem uso. 

Para corroborar a proposta, a MVRDV também produziu um catálogo com 130 ideias inovadoras para aproveitar a área em questão. Batizado de “Rooftop Catalog”, ele ilustra soluções relacionadas à escassez de terras, mudanças climáticas, praticidade de reutilização ambiental e até métodos de construção adequados nos espaços. 

Essa não é a primeira proposta da MVRDV de cunho social: no início de junho, ela, em parceria com a Fundação Fugger, também comemorou o 500º aniversário do projeto de habitação social Fuggerei, o mais antigo do mundo.

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