Cidade do Equador ganha projeto de torres residenciais

Os edifícios foram projetados para serem de uso misto, com alturas de 92 a 143 metros (Foto: MVRDV/D
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Os edifícios foram projetados para serem de uso misto, com alturas de 92 a 143 metros (Foto: MVRDV/Divulgação)

Texto: Naíza Ximenes

14/06/2022 | 16:08 — O escritório de arquitetura MVRDV divulgou seu primeiro projeto na América do Sul: as torres residenciais batizadas de The Hills, em Puerto Santa Ana, Equador. O edifício fica na orla do rio Guayas, em Guayaquil, e é composto por seis torres.

Os edifícios foram projetados para serem de uso misto — o que justifica as diferenças nas alturas, que vão de 92 a 143 metros. Quanto mais longe da orla, mais altos os prédios são. A proposta é criar o conceito de um vale, que integra a paisagem local na decoração do complexo ao misturar a natureza com o urbano. 

No térreo, o The Hills é repleto de espaços ao ar livre, que complementam as amenidades do condomínio no quesito lazer ao introduzir ambientes comerciais e comunitários no local — além das piscinas e campos esportivos, característicos de projetos desse porte. Há, ainda, um grande anfiteatro voltado para a orla, cercado por vegetação natural. 

Na conceituação do projeto, os idealizadores afirmaram terem utilizado duas linguagens visuais diferentes: as linhas ortogonais, combinadas com cores claras, para integrar as fachadas voltadas para o exterior aos arranha-céus vizinhos; e a ornamentação mais orgânica na porção das fachadas voltadas para o interior do complexo. Além disso, todos os prédios são marcados por um gradiente de cor: da mais escura na base da torre, para a mais clara no topo.

No design dos apartamentos, foram inclusas varandas amplas — com bastante sombra e proteção do superaquecimento para as fachadas de vidro — e um sistema de ventilação natural, através do posicionamento dos prédios a favor do vento — que favorece, inclusive, a criação de um ambiente adaptado para a vegetação do espaço.

A maior parte da energia será proveniente de painéis fotovoltaicos, segundo os arquitetos, para uma redução na emissão de carbono do empreendimento. Ainda no quesito sustentabilidade, a proposta é reutilizar inclusive a água da chuva na irrigação dos jardins. 

O sócio-fundador do MVRDV, Jacob van Rijs, afirmou que acredita na importância do empreendimento ser aberto ao público, para permitir que os cidadãos, não apenas os moradores, usem as comodidades oferecidas e criem novas conexões. 

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