Prefeitura de São Paulo discute a malha cicloviária em audiência pública

As sugestões debatidas no encontro foram elaboradas a partir de um amplo diagnóstico da rede já existente e de análises técnicas preparadas pela área de planejamento da CET
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Prefeitura de São Paulo discute a malha cicloviária em audiência pública

A atual gestão municipal pretende entregar 300 km de ciclofaixas e ciclovias até 2024 (Foto: Vinicius Bacarin/Shutterstock)

Texto: Vinícius Veloso

28/10/2021 | 15:22 — Na última quarta-feira (27), a Prefeitura de São Paulo realizou uma audiência pública virtual para apresentar, debater e receber propostas de novas estruturas para expansão da malha cicloviária na cidade e as suas conexões com o sistema de transporte público. As sugestões discutidas no encontro foram elaboradas a partir de um amplo diagnóstico da rede já existente e de análises técnicas preparadas pela área de planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Em seu programa de metas, a atual gestão municipal pretende entregar 300 km de ciclofaixas e ciclovias até 2024, gerando benefícios como a redução na quantidade de carros nas ruas, a menor emissão de poluentes e a melhoria dos espaços urbanos.

As primeiras ciclovias em São Paulo foram construídas na década de 1970. Atualmente, são 684 km de vias com tratamento cicloviário permanente (651,9 km de ciclovias/ciclofaixas e 32,1 km de ciclorrotas). Esses números fazem da capital paulista a cidade com a maior malha cicloviária do país, entretanto, ainda são insuficientes para quem utiliza os espaços diariamente. “Falta muita coisa. Às vezes, para um motorista, um espacinho de meio metro não é nada. Para a gente, pode representar a nossa vida, a nossa chegada segura no nosso destino”, afirmou João Binotti, ciclista há 30 anos, em entrevista concedida ao portal G1.

Expansão

De acordo com a CET, a ampliação das vias exclusivas para pedaladas considera o crescimento do uso do modal nos últimos anos e a tendência de expansão no futuro próximo, analisando sempre a segurança de todos, principalmente dos mais vulneráveis no compartilhamento das ruas e avenidas. Já a Prefeitura destaca que com mais ciclovias será possível transformar a bicicleta em uma opção de transporte viável, segura e saudável.

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